sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tempestade

Tristeza vem em tempestade
Ventania que bate e devasta
De dentro para fora
Portas e janelas se fecham
Esperando o pior passar
O anseio pela luz é forte
Mais do que a resistência para esperar

As gotas em vez de regar
Ferem as rosas sem piedade
Assim como as lágrimas amargas
De fora para dentro

A tempestade se enfurece
Torna-se imprevisível
O sentimento não mais se reconhece
Perde-se sem razão

Sonha-se com a paz
A calmaria depois do tormento
As lágrimas secariam
Mas nem todas as rosas sobreviveriam

- Nem todas, mas alguma.

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